Diário da Autora

04/07/2017

Sei que deveria estar escrevendo. Sei que não se começa um diário assim. Mas tive vontade de colocar meus sentimentos em algum lugar porque eles estão me sufocando. Escrever já não é suficiente. Acho que nunca foi suficiente mesmo. 
Estou me entupindo de música e remoendo o fato de estar com trinta anos e nunca em minha vida ter conhecido alguém que pudesse chamar de namorado. Escolhi quem seria o dono do meu primeiro beijo, assim como escolhi quem estaria comigo em minha primeira vez. Nenhum deles pude chamar de namorado e nenhum dos que vieram depois deles. Não sei qual é o problema. Gostaria de saber. Seria mais fácil de resolver. O que eu espero em um relacionamento? Por que não consigo gostar das pessoas que gostam de mim? Por que depois de conquistar perco o interesse? Onde está a pessoa que busco todas as noites em meus sonhos? Será que ela já passou em minha vida e a tratei como alguém qualquer? Gostaria de ter a resposta dessas perguntas para enfim decidir se devo continuar esperando.
Enquanto sofro continuarei escrevendo histórias de amor e me imaginando no lugar dos personagens encontrando o meu final feliz.

Querido diário,

hoje estava pensando no tempo que perdi por causa da minha insistência em algumas coisas. Estava decidida que um amigo que conheço desde 2008 era o homem certo para mim. Em outras palavras imaginava que ele era o Alexandre Monterrey com o qual eu tanto sonho. Não era ele. Depois de fazer as malas e partir para Belo Horizonte para uma visita me descobri com vontade de voltar logo no primeiro dia. Não senti nada quando o vi. Não senti nada em nenhum momento. Olhando para trás percebo o tempo que perdi imaginando como seria nós dois juntos e não me arrependo mais de ter beijado seu primo na festa do seu aniversário anos atrás. Quis beijar outro primo dele nesses dias que estive em Belo Horizonte. Um garoto atrevido que gosta de sorriso de mulher.
Além dessas coisas, conheci alguns amigos dele e revi sua irmã que veio a passeio do Estados Unidos. Ela é ótima e vou lembrar dela sempre que usar o casaco europeu que me deu. Não vou falar aqui do cachorro Benji Francisco ou dos peixes que foram o assunto na casa durante minha visita. Sou pouco ou quase nada fã de animais. Ás vezes até gosto, mas nada tão profundo como algumas pessoas. Espero que minha ex-cunhada imaginária leve meus livros que dei de presente para o Estados Unidos. Eles viajam bem mais que a autora. Espero também que a ideia de livro que ele me deu se torne um best seller.
Adeus imaginary love. Bem-vindo eternal friend.

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